Neste primeiro Diagnóstico Agronômico Comentado abordaremos um diagnóstico realizado pelo Centro de Aprendizagem e Difusão, em Campo Novo do Parecis, mais conhecido como CAD Parecis, que é uma parceria entre a Aprosoja e a Fundação Mato Grosso. O objetivo é desenvolver pesquisas com foco no manejo do sistema produtivo da soja em solos arenosos. Foram realizados na safra 2016/2017 protocolos em Manejo de Solos. Para acessar os protocolos, é só clicar nos links a seguir: Protocolo de Parcelamento do Potássio e Protocolo Potássio.

FERTILIDADE DO SOLO

Características químicas do ambiente de produção apresentado pela Fundação MT. – CAD Parecis

Na ótica do equilíbrio de saturação das bases (Cálcio, Magnésio e Potássio), claramente se constata um desbalanço ácido/base, ou seja, alta saturação de ácido (H+) e baixa saturação por bases (V%), principalmente no ambiente abaixo de 10cm de profundidade.

Entre as bases nutrientes, o magnésio é a que se apresenta abaixo da força iônica desejada para se ter disponibilidade na solução solo. Isso ocorre nos três ambientes amostrados (0-10; 10-20 e 20-40cm).

Portanto nesse conceito o magnésio é o elemento mais limitante da fertilidade desse solo,  seguido do cálcio em subsuperfície.

OBS: O manejo com o plantio direto, promove a fertilidade do solo, somente na camada superficial, limitando o crescimento radicular por falta de água, nutrientes e temperatura base.

Dentre as bases, o potássio é o elemento de menor participação na saturação de equilíbrio, portanto, baixa necessidade de intervenção imediata, ainda mais porque se apresenta dentro da saturação de equilíbrio na camada superficial.

Na prática isso é muito comum, fazer aplicações baseadas na tríade do N-P-K, com um diagnóstico a favor do comércio de insumos.

 

DIAGNOSE FOLIAR

Teor foliar em potássio, apresentado pela Fundação MT (g/Kg)

DPP = Dias após o Plantio

A análise do teor foliar em potássio (g/Kg), leva em consideração a matéria seca das plantas. Assim a variação no teor em gramas de potássio/Kg de matéria seca, reflete um efeito de concentração ou diluição da quantidade em potássio pelo conteúdo em matéria seca total das plantas. Para efeito de comparação, consideramos a matéria seca como a produtividade em grãos obtida nesse ensaio. De acordo com os parâmetros do nível crítico foliar para potássio em soja, varia entre 17 a 25g/Kg. Portanto, todos os teores foliares nas plantas desse experimento estão alto, inclusive as plantas da parcela testemunha que não recebeu o potássio.

O fenômeno da diluição pode ser visto quando se aplicou 60Kg K2O/há no plantio, onde apresentou o menor teor foliar em potássio (22,5g / Kg M.S) e uma das maiores produtividades de grãos (3832,9g/ha). Por outro lado, o efeito da concentração do teor foliar pode ser visto no tratamento em que se aplicou 120KgK2O (ha todo no plantio, onde se obteve uma das menores produtividades (3.425,6Kg/ha) com o maior teor foliar em potássio , entre os demais tratamentos (27,88 / Kg M.S).

O fato é que o potássio não era o elemento limitante, razão pela qual a aplicação de K2O não surtiu efeito de resposta em nenhuma época e em nenhuma dose, muito pelo contrário, interferiu na absorção competitiva com o cálcio e o magnésio.

 

PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA

Parcelamento do potássio (DOSE x ÉPOCA) e reflexo do ganho em produtividade obtida, comparado com a testemunha que não recebeu nesse nutriente.

∆ Produtividade [(Tratamento – Kg/ha) – (Testemunha – Kg/ha) em Sacas /ha

DAP = Dias antes do Plantio; DPP = Dias Após o Plantio

Considerando-se o investimento em insumos, na prática, em termos de rentabilidade e produção, nenhum resultado expressivo no parcelamento do potássio. Isso demonstra que o problema da área não era esse elemento.

Dentre todos os resultados obtidos, os que mais sobressaíram, foram aqueles aplicados no pós-plantio, ou seja, no momento onde a possibilidade de existência de raízes era realidade.

É por esse motivo que adotamos como estratégia para melhor aproveitamento do potássio pela planta, a aplicação do mesmo somente em cobertura, se revelado pela diagnose foliar, através do DRIS.

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